Escondido do meu coração, e das verdades.
Da distância e das cidades.
Te amo num outro tempo, num quarto de segundo, ou num quarto de hotel.
Te amo nas entrelinhas, nas estrelas, nas esferas, na feirinha!
Te amo entre melões, melancias, amoras e maçãs.
Te amo no escuro, no crepúsculo, no lusco-fusco, no claro, na luz, no fundo, no raso!
Te amo repetidamente, cadenciadamente, te amo corrido, numa escrita que não para, entre os metrôs paraíso, e Jabaquara.
Te amo quando pode, quando dorme, quando acorda, quando você me dá corda.
Te amo e é tão raro! Tão rápido, tão escrito, demorado.
Te amo hoje, à meia-noite, num tempo sem fim.
Te amo quando leio memórias, quando vejo as fotos, quando olho para dentro de mim.
Ai, ai.
terça-feira, janeiro 15
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