sexta-feira, julho 27
Greve
Nada pior que uma jovem com pensamentos retrógrados... Mas não, ele é bom demais pra ser jogado sem escrúpulos em uma página de perfil de comunidade na web.
Cada vez fica pior.
Hoje estou indo dormir imaginando o dia em que as pessoas voltarão a ler livros e procurar suas referências nos filosofos da antiguidade.
Não ligo, não me importo. Estou em greve. Enquanto não houver uma valorização da escrita, não publicarei mais nada.
Boa noite.
(Bom seria se realmente eu aguentasse. Logo atrás já posto outro.)
quinta-feira, julho 26
Digite no máximo 1024 caracteres
Porque a democracia não permite. A Internet não permite também. Aliás, na World Wide Web, o grande mundo virtual, é muito mais fácil você encontrar as informações prontas, os noticiários do grandes portais e canais, com ponto de vista camufladamente parciais escondido atrás de rostos de jornalistas de credibilidade do que um simples blog de critica política, já percebeu?
Podemos separar dois grupos pela maneira que pensam:
O grande grupo:
"O que eu tenho com isso? Nem quem devia se preocupar com isso se preocupa!" "O Brasil não tem jeito mesmo, vou morar na Europa." Ótimo cidadão. Perfeito.
Uma pena que só 1% da população tenha condições de PENSAR dessa maneira. Alguns nem sabem direito quem deveria responder por eles. Alguns nem sabem onde é a Europa. E nunca vão saber. Agradecemos de coração se realmente você for embora para a Europa, assim teremos um potencial corrupto a menos pra nos preocupar.
O pequeno relevante grupo:
"Algo está errado mas, ainda adianta fazer alguma coisa?"
Talvez.
Convido você a responder as perguntas "visão política", "religião" e "etnia" e não apenas marcá-las com um das opções. Convido você a explorar sua criatividade e seu senso crítico nesses 1024 caracteres de liberdade.
Convido você a dar sua opinião e não apenas absorver as matérias prontas.
Convido você a ler um livro de um bom sócio-politico brasileiro, ou de um expert em planejamento educacional e comparar com as ideias e planejamentos que o seu governo realmente utiliza. Ver uma exposição de fotos de crianças refugiadas, sentir o que elas sentem, pensar o que elas pensam, imaginar se ainda tem alguma esperança e se talvez a esperança dela não seja você. Assistir uma assembleia legislativa em sua cidade, ver como trabalham para VOCÊ aqueles que VOCÊ designou que o fizessem. A passar uma tarde como voluntário em uma creche, ver como as crianças estão crescendo, quais são os sonhos delas, o que eles esperam do mundo que você está fazendo. o que elas acham de você. é bárbaro como crianças tem uma visão simples sobre caráter. E normalmente elas estão corretas. Você está pronto para essas verdades?
Convido você a parar de ver o mundo pela janela do computador, a discutir o mundo nas comunidades e fóruns. Esse é um mundo em que você não vive. Saia e veja qual o mundo em que você VIVE. Crie coragem de olhar ele de frente, de perceber os erros, sinta a revolta no seu peito, deixe a vontade de mudar tomar conta de você.
Convido você a fazer a diferença, a pequena grande diferença. Não deixe que eles não te digam o que eles não deixam você fazer.
Aja.
Seja mais esperto que eles. Eles pensam que você não sabe que há censura. E você pensa que não há. E se tudo isso lhe parecer errado, se não era bem assim como você esperava que o mundo fosse, e ainda pior do que o mundo mostra, PENSE: Talvez você possa mudar.
A Araucária e o pinhão
Não terei também, seus carinhos frios, seu olhar ríspido, sua mente vaga.
Não terei seus dias frios de geada a derreter, de janela embaçada pela respiração incessante da madrugada, sua garoa frígida a gelar minh'alma.
A boemia das noites curitibanas continuarão a mesma. Não importa quem dali se ausente.
Na realidade, esse canto histórico permanecerá o mesmo por décadas. No passado e no futuro.
A única boa lembrança que talvez ainda fique ali impregnada, são alguns dias alegres de primavera, onde jovens foram apresentados a um novo mundo, no velho mundo curitibano.
Minhas memórias estão estancadas naquele centro, e junto a de muitos outros estão. Em cada tijolo do século passado, em cada lustre ali datado de 1870, em cada alma que ali passara sua madrugada.
Tenho asco.
Tenho nojo da mesmice, agonia do tempo parado, nostalgia da desesperança que essa cidade me traz.
Curitiba fica congelada no progresso de cidade do futuro, com suas bases no passado, com aqueles que buscam a liberdade de poder andar a pé pelas ruas de uma província amarga e cinza.
De você, apenas espero que continue, assim só, como sabe ficar, congelada em minha mente, parada no presente. Um dia quem sabe, quando for visitar alguma boa lembrança ali esquecida, vou sentar em um de seus bancos de pinho escuro, e dissertar sobre um passado longínquo. Poderei dizer que cada pedra colocada na época do barão continua lá, cada flor hermeticamente colocada naquele relógio continua a florescer, cada ipê continua metodicamente roxo na primavera, e amarelo no outono. Cada pessoa continua a gerar sua família... seus filhos, seus netos.
Não, não se preocupe em me cativar. De você só espero as pessoas frias, seu sotaque agoniante, seu pinhão, seu champagnat, sua santa felicidade.
quarta-feira, julho 25
Epitáfio virtual
http://www.youtube.com/watch?v=JMRF_ZXms9E
Cheguei até esse vídeo hoje, atrasada. Ele está no youtube faz quatro meses. Talvez já tenha sido discutido em uma comunidade específica no orkut ou postado em vários blogs do gênero. Se decidir mostrar a algum amigo um pouco mais ligado que eu, provavelmente vou ouvir que ando desinformada, e receber uma lista de links dos vídeos que realmente são relevantes hoje. Especificamente hoje.
De qualquer maneira, percebi que não quero ser o garoto do vídeo.
A partir de hoje quando quiser procurar algo, não vou mais procurar na wikipédia. Vou até uma biblioteca. Se quiser ler sobre estratégias de marketing, por exemplo, vou comprar mais cinco livros do Kotler e não ler as "regras básicas de marketing e vendas" em algum site específico de linhas gerais. Aliás, vou ler os que já tenho e acabei nem abrindo por achar algo condensadamente mais prático na web.
Se quiser falar com alguém não vou mandar um e-mail, um recado no orkut, uma mensagem no MSN, um torpedo no SMS. Vou telefonar e pedir pra encontrá-lo. No bar, no café ou pra conversar andando no parque. Não vou mais postar em blogs, flogs, vlogs. Não vou mandar testmonial, scrap, comentário. Estou definitivamente saindo da internet.
Até alguns instantes atrás, ficava indignada por saber que as grandes empresas e as grandes agências ainda não estavam no youtube divulgando a marca de seus clientes. Já fazia um bom tempo que a ferramenta estava aí pra ser usada ilimitadamente, mas só agora os blogs estão falando em como as empresas encontraram um meio muito mais barato, muito mais rentável e muito mais ativo. Antes parecia que elas não sabiam muito bem como usar. Agora sim sabem.
Só hoje, em um dos 17 blogs que estão na pasta "favoritos" do meu navegador, e que são consulta obrigatória antes de sair de casa ou de conversar com meus colegas publicitários ou outros que trabalhem com mídia e informação, li sobre novos virais da coca-cola e da Petrobrás. Novos meios de interatividade da Dell, novos concursos patrocinados por grandes marcas incentivando os internautas a criarem seus próprios vídeos, seus próprios jornais, seus próprios álbuns, suas próprias músicas, seus próprios jogos. E ainda uma campanha criada por um publicitário renomado que visa divulgar um selo a ser colocado em algum dos espaços interativos que você utiliza, não como real incentivo às pessoas para que não viajem por congonhas, mas simplesmente para povoarem seus blogs com a novidade. Quanto tempo isso dura? O tempo que duram quando a informação é transformada em bytes.
Antes que alguns me vejam com um pensamento antipublicitário, quero deixar claro que não há nada no mundo que me realize mais que minha profissão. E é por isso mesmo que começo a me preocupar. A construção das grandes marcas não levou o tempo equivalente de um e-mail do Brasil ao Japão. As coisas aconteciam no ritmo de uma carta. Cada palavra era pensada, cada frase precisava conter todo o sentimento daquele momento, cada parágrafo era revisado várias e várias vezes. Não existiam links por toda a página para exemplificar, traduzir, ilustrar o que estava escrito. Era preciso fazer o outro sentir o mesmo que se sentia, era preciso apaixonar quem lia, era preciso conquistar.
Não que com a internet não se atinja muito mais público, não que a marca não seja muito mais falada, não que o produto não seja consumido, na realidade é. Muito mais do que antes. Mas até outro muito mais rápido, muito mais interativo, muito mais atual, muito mais receptivo, muito mais atrativo apareça. E isso acontece várias vezes ao dia, em cada link novo que chega até você na infinidade de meios de recepção que a world wide web proporciona.
E além de tudo, quer saber? Não é só isso. O feitiço também vai virar contra as agências. Em pouco tempo, os clientes vão achar que não precisam mais de grandes redatores, de boas mídias pra decidir o melhor meio para divulgação, do bom planejamento de campanha de uma agência. Um programador, um designer de web, um mailing robusto, e um hacker bem domado poderão tomar conta do trabalho. Eles entendem muito mais desses meios, de sites, de megabytes.
É claro que você pode adaptar sua agência a isso. Na verdade essa é a tendência, diz a web. Mas é bom você lembrar de uma frase que deveria ser lema de quem trabalha com criatividade: "Não siga as tendências, crie-as".
Talvez perceber antes que esses que não seguem tendências, que são copiados pelas massas, já se cansaram do padrão web. Isso porque foram eles quem descobriram o MSN, o orkut, o second life, o blog, o fotolog. Quem realmente importa está buscando algo novo, um jeito novo, alguém novo, um meio novo, uma publicidade nova fora da web.
Se essa revolução vai demorar a acontecer? Não se sabe. Pode começar pequena hoje, com alguns adeptos, pode ser que mudanças mais drásticas sejam necessárias ainda para que se percebam as necessidades dessa mudança. Como vai acontecer? Também não se sabe. Pequenas manifestações, mídia, meios alternativos, tendências... Quem será responsável por ela? Os visionários, os criativos, aqueles com poder de mudança, com influência. Ou eu e você, cansados da interatividade vazia, buscando um pouco mais de sentir, como na época em que se escreviam cartas.
terça-feira, julho 24
domingo, julho 22
"Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana.
Em relação aos finais de semana, já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com menos da minha idade e do meu bom senso.
Nada contra, muitas delas até são mais interessantes e vividas do que eu, mas to falando das pessoas de "fabricação em série".
To fora de dançar os hits das rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala "tipo assim, iradíssimo, tia".
Tinha me decidido a banir a palavra "balada" da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema, teatro ou talvez um ou outro barzinho cult, desses que abrem aos montes em lugares charmosos.
Mas a verdade é que por mais que eu adore minhas amigas, a boa música e um bom filme, meus hormônios começaram a sentir falta de alguma coisa a mais.
Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham pra mim com aquela cara de "to no meu mundo, fique no seu".
Tentei aquelas festinhas que amigos fazem, e que sempre te animam a pensar "se são meus amigos, logo devem ter amigos interessantes".
Infelizmente, essas festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar alguém, só porque os amigos estão todos acompanhados.
To fora de gente desesperada.
Baladas arrumadinhas com garotas prontas para um casamento e garotos que exibem a chave do Audi, to mais do que fora.
Baladas arrumadinhas com garotas praianas hippie-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado (elas misturam o desejo de ser meigas, com o desejo de ser patas) e garotos-propaganda Adidas com cabelinho playmobil, também to fora.
Que mundo idiota!
O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar.
Até gosto da música, mas homens que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem discutindo a melhor bunda da empresa e depois choram "tristeza não tem fim, felicidade sim" no ombro do amigo, têm grandes chances de ser aquele tipo que se acha superdescolado só porque tirou a gravata e porque fala tudo metade em inglês, ao estilo "quero te levar pra casa, how does it sound?".
Para dançar, os muquifos eletrônicos alternativos são uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não estou a fim de beijar bissexuais drogados e com piercings pelo corpo todo.
To procurando o futuro pai dos meus filhos, não uma transa bizarra.
Minha mais recente descoberta são as baladinhas também alternativas de rock.
Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana, estilo bacana, papo bacana...
Gente tão bacana, que se basta e não acha ninguém bacana.
Na praia, quem é interessante além de se isolar, acorda cedo, aí fica aquela sensação (verdadeira!) de que só os idiotas vão à praia e às baladinhas praianas.
Orkut, MSN, chats... Me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nesta vida: a tal da química.
Mas então onde, meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante?
O tempo está passando, meus ex já estão quase todos namorando, minhas amigas já estão pensando nos nomes dos bebês...
E eu? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de todos?
Foi então que eu descobri.
Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio, ou continuar embaixo do edredom lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito.
A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa.
Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí? "
Shay Slompo
Chief
Aí vai um post interessante que encontrei em um site e que ajuda a entender mais facilmente a língua do C:
Que cargo você preferiria exibir no cartão de visitas: CEO ou diretor-geral?? CMO ou vice-presidente de marketing? Por alguma razão inexplicável, a simples conjunção de três letrinhas parece fazer com que a primeira opção tenha mais importância senioridade e poder do que a segunda. Depois de Chief Executive Officer, a onda de executivos-chefe-de-não-sei-o-que vem se espalhando numa velocidade espantosa nos organogramas.
O resultado é muita gente perdida, sem entender o que esses profissionais fazem.
Para dar nome aos bois, ou melhor, aos cargos elaboramos uma relação dos principais chiefs que estão por ai .
E levantamos possíveis explicações para a existência deles:
- estratégia – o profissional recebe o nome de principal executivo de alguma coisa – logística, por exemplo – para indicar tanto internamente quanto para o mercado que se trata de uma área absolutamente estratégica para a empresa. "Normalmente quem é chief sendo no conselho e tem peso de voto igual ao do CEO".
- Globalização – ter um cargo que faz parte da terminologia corporativa mundial pode facilitar a comunicação entre empresa e profissionais.
- Sim, status. Há donos de pequenas empresas se intitulando chief executive officers. Ou diretores de finanças que depois de colocar CFO no cartão, acreditam dar uma roupagem toda nova ao charmoso carde de.......diretor financeiro.
CEO – Chief Executive Officer
Facilmente identificado, é o cara que manda em todo mundo – menos no chairmam (ou presidente do conselho) a menos que ele seja poderosíssimo e acumule as duas funções.
Pode ser chamado de principal executivo, presidente, superintendente, diretor-geral... As pessoas costumam fazer confusão quando a empresa tem os dois, CEO e presidente. Nesse caso a função do segundo é mais representativa.
COO – Chief Operating Officer
Seu nome é executivo-chefe de operações, mas você pode chamá-lo de braço direito do CEO. Enquanto o chefe pensa a estratégia, o COO cuida mais de perto da rotina do negócio.
CFO – Chief Financial Officer
Principal executivo de finanças
CHRO – Chief Human Resources Officer
Principal executivo de recursos humanos
CIO – Chief Information Officer
Era mais fácil identificá-lo quando ele era o único executivo responsável pelo planejamento e pela implementação da tecnologia no pedaço. Mas aí surgiu .....
CTO – Chief Technology officer
.......e hoje há muita confusão. Em linhas gerais, o CIO cuida da estratégia por trás da tecnologia – como ele pode mudar a forma como a empresa faz negócios, enquanto o CTO comanda a arquitetura e a infra-estrutura dos sistemas. Há empresas com os dois profissionais.
CKO – Chief Knowledge officer
Também chamado de chief learning officer (CLO), é quem administra o capital intelectual da empresa, reúne e gerencia todo o conhecimento da organização. Entende tanto de tecnologia e processos quanto de pessoas. É um sujeito-chave, por exemplo, nas consultorias.
CRO – Chief Risk Officer
O cargo surgiu quando empresas de todas as áreas, e não somente bancos passaram a se preocupar com a administração de riscos. Além de questões financeiras, o CRO avalia itens como estratégia do negócio, concorrência, legislação e problemas ambientais.
CMO – Chief Marketing Officer
Executivo-chefe de marketing certo? Na subsidiaria brasileira do BankBoston não é tão simples assim. Lá ele cuida também de novos negócios e Intenet.
CIO – Chief Imagination Officer
A fabricante de computadores americana Gateway tem um executivo-chefe de imaginação, responsável por promover a criatividade entre o pessoal.
CYA.
Capitalismo em flash
Abraço, boa semana.

